
"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra..." 2Tm 2:4
De onde viemos, para onde vamos, são questões que o homem sempre procurou respostas.
A origem do pecado na raça humana, desligou a nossa vida da essência do Senhor, da perenidade da nossa relação com o Criador e, como conseqüência, fez com que o homem perdesse a noção do seu propósito na Terra.
A vida é maior que cuidados deste mundo. É maior que um cargo no emprego ou na igreja institucional. A vida é maior que os embaraços deste século. A vida é conhecer e prosseguir em conhecer ao Deus criador. O propósito é adorar o Senhor com todo o nosso ser. O foco é mirar em Cristo e prosseguir, deixando para trás as coisas que já se passaram, seguindo a vocação de Deus em Cristo Jesus.
E para termos algum valor, precisamos ser úteis. E o que é ser útil? Ser útil é ter um caráter abnegado, que não se vangloria em si mesmo, que prefere servir a ser servido, que anseia dar ao invés de receber, que não almeja nada além do que conquistar para o reino do Senhor. O pensamento de um cristão útil não está limitado as coisas que ele pode ver, o andar de um cristão útil não está dentro dos parâmetros da sociedade.
AW Tozer registrou que nunca viu um cristão útil que não seja estudante da Bíblia, Watchman Nee mostrou que um cristão é posto sob pressão acima de suas forças para ter utilidade. Esses dois pontos nos mostram que para termos um contato mais vivo com o Deus de toda a Terra, precisamos sair da superfície, sair da estagnação religiosa, do marasmo do fazer, fazer e fazer. A essência não está no quanto de atividades você cumpre na igreja, mas sim em quanto de Cristo você expressa em seu dia a dia.
A satisfação do cristão útil está em não ser nada, a alegria é olhar para si mesmo e ver que não há bem algum que habite em si, que somos fracos e sujos, que nossos intentos são limitados e carnais, mas que através da cruz e do efeito da obra restauradora da mesma em nós, temos luz em nós mesmos e então somos libertos.
O jovem rico citado nos evangelhos fazia muitas coisas boas, guardava a lei desde a tenra idade, mas o Senhor viu que faltava nele alguma coisa ainda (Lc 18:18-23).
O que falta em nós? O que de fato falta em nós?
Um breve julgue-se a si mesmo já ajuda, não é necessário esperar a semana da ceia para fazer isso, pode-se fazer todos os dias, faz bem para a saúde, saúde espiritual.
Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Se colocássemos nossa vida mais vezes perante a cruz do Senhor, teríamos muito mais ganhos.
Precisamos do tratar do Senhor nas nossas vidas, precisamos ver o cuidado Dele em todos os aspectos da nossa caminhada, precisamos ser úteis para o Senhor. Não devemos nos escandalizar Nele quando a luta for maior que a nossa capacidade. Muitos desistem nesse momento, mas a graça da graça é essa, o paradoxo que nos segue é esse, que sendo fracos, somos fortes, sendo pobres, somos ricos, sendo inúteis para este mundo, somos úteis para Deus.
Que o Senhor possa nos conduzir a andarmos sempre olhando para Ele e que os embaraços e os vãos terrestres esplendores não venham a tirar nosso foco da morada celestial.
Hino 36 da Harpa Cristã
"Passarinhos, belas flores...
Querem me encantar...
São vãos terrestres esplendores...
Mas contemplo o meu lar..."
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